As inovações reorganizam nossas ideias sobre o que é possível

O ser humano é movido pela necessidade de descobrimento, pois desta forma expande seus sonhos de maneira que inicialmente não imaginava – e consequentemente, faz coisas que não imaginava. A atual estrutura da sociedade cada vez mais percebe o valor teórico de desenvolver ações que sejam direcionadas para a inovação, fazendo surgir coisas boas, mais simples e ágeis. Contudo, o valor prático muitas vezes não é traduzido em resultados, já que cerca de 2% das empresas no Brasil são inovadoras. O que acontece para focamos muito na teoria e esquecemos da prática? Excesso de autoconfiança e comodismo.

A autoconfiança pode ser entendida como a convicção que uma pessoa/empresa tem de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa. Bem, até aí tudo bem… porque podemos (e devemos) ter convicção de nosso potencial. Mas quando acreditamos que somos os melhores, e que nada vai nos derrubar, fechamos os olhos para o mundo e para o que ele vem desenvolvendo e modelando. Quer um exemplo?!

A Microsoft, que em determinado momento da sua história chegou a dominar 42% do mercado para sistemas operacionais de telefones celulares, viu o sucesso do iPhone abafarem a receita total da empresa. E mais: quando a Apple lançou o iPod, a Microsoft levou quatro ou cinco anos para lançar o Zune – sua versão do produto. Resumindo: a autoconfiança cegou de tal forma a gestão que não foi possível perceber a escalada da Apple. Certamente a Microsoft se inspirou em Charles H. Duell, diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos em 1899, que disse a seguinte frase:

“Everything that can be invented has been invented.”

“Tudo que poderia ter sido inventado já foi inventado.”

Se o ser humano é movido pela vontade intrínseca de descobrimento, pode ser paralisado pelo comodismo, sentimento esse que traz impregnado a aceitação, conduzindo uma pessoa/empresa a acreditar que tudo está bem. Faça você está pergunta: a situação que estou é tranquila? Ou será que ela não inspira maiores cuidados? Charles Duell estava, provavelmente, muito certo da sua situação para afirmar que tudo já tinha sido inventado. Clay Shirky, escritor e professor universitário, expõe a relação que muitas empresas têm para sair do comodismo (zona de conforto):

“Primeiro as pessoas que estão no comando do antigo sistema não percebem a mudança. Quando percebem, deduzem que não é importante. Então percebem que é um nicho e, depois, uma moda. E quando finalmente compreendem que o mundo realmente mudou, já deixaram passar grande parte do tempo que tinham para se adaptar.”

As inovações não vão parar porque sempre teremos indivíduos inquietos com o status quo e como a maneira como as coisas fluem. As inovações reorganizam, sim, nossas ideias sobre o que é possível fazer, mas não devemos ficar paralisados ou acomodados pelo sucesso alheio. Devemos focar em nossas próprias inovações e processos, aprender com os erros e buscar mais e mais o conhecimento para alavancar a forma de ver o mundo.

“A inovação sempre significa um risco. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar é muito mais arriscado do que construir o futuro.” Peter Drucker

Por Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e futuro Jornalista.

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